6 dicas para consumir mais frutas e verduras, mesmo se você não gosta delas

Fonte: VivaBem - Bella Falconi

Como sou nutricionista, recebo muitas mensagens de pessoas que gostariam de se alimentar melhor, de terem hábitos alimentares mais saudáveis, mas simplesmente DETESTAM comer legumes ou verduras. O que fazer nesses casos? Como acostumar o paladar (quando não se é mais uma criança) com novos sabores?

Uma coisa é certa: TODOS sabem da importância destes alimentos. Em todas as orientações nutricionais que recebemos, a primeira coisa que se fala é da importância das frutas, verduras e legumes para a saúde. Para quem não aprecia o sabor dos vegetais, mas deseja se alimentar melhor, isso pode ser um pouco angustiante, quase uma tortura.

Então, pra ajudar você que não tem o hábito de ingerir legumes e verduras, e tem esse dilema nutricional, resolvi fazer um post sobre isso para passar algumas dicas, e espero, sinceramente, que eu te ajude.

Ninguém nasce amando doces ou bolacha recheada. Você descobre que AMA quando experimenta. Somos rodeados de "tentações" alimentares e guloseimas o tempo todo. Principalmente aqui nos Estados Unidos, que você sai de casa e já cruza com centenas de opções de fast-food baratos e super disponíveis.

E assim, são anos de exposição a alimentos cheios de açúcar e gorduras ruins. Como trocar tudo isso por verduras, legumes e vegetais?!

1. Pense nos benefícios! 
O fato é que há muitos benefícios que prometem compensar aqueles que optam por comer de forma mais saudável: seu intestino passa a funcionar de forma regular, seu humor melhora e assim você vai aumentando sua qualidade de vida. Mas, confesso, tudo é muito lindo na teoria, mas na prática é mais complicado.

Em alguns casos, existe uma história por trás de certos hábitos alimentares: você pode não gostar de beterraba porque sua mãe simplesmente odiava e nunca comprou beterraba na vida. Se ela sempre disse que era horrível, e por ser uma figura de referência para você, com certeza você achará que beterraba é muito ruim.

Pense nos benefícios e assim procure libertar-se de pré conceitos e traumas alimentares. Claro que isso não acontece do dia para noite. É um processo e toda evolução deve ser comemorada.

2. Mudança em pequenos passos! 
A mudança precisa acontecer em pequenos passos, um de cada vez, até se ver livre de certos vícios alimentares. É que o consumo frequente de alimentos açucarados e gordurosos viciam. Despertam uma área do cérebro que relacionam esses alimentos com uma tremenda satisfação e bem-estar. E quem não gosta de se sentir bem, não é? Acontece que você passa a ficar cada vez MENOS satisfeito com uma quantidade cada vez MAIOR. O chocolate já não é tão doce, o sorvete já não é tão cremoso, e ai você precisa de dois ou três para ficar satisfeito. E agora?

Boas noticias, no entanto, o oposto (felizmente) também acontece: quanto MENOS você come algo, MENOR será sua vontade de comer. Então se você simplesmente parar de comer chocolate por um tempo, vai desacostumar seu paladar. Quando comer chocolate novamente, um pequeno pedaço já vai te satisfazer. Cortar o açúcar pode parecer um pouco radical, afinal se você não consegue ficar sem seu café com açúcar, cortá-lo de repente pode ser um pouco traumático. Então vá aos poucos: se você coloca três colheres de chá de açúcar no café, tente colocar duas na próxima semana. Na próxima, tente reduzir para uma... Em um mês, você perceberá a redução do peso de forma natural, já que consumirá menos calorias.

3. Falhou? Tente novamente! 
Para que uma criança "bata o martelo" quanto a gostar ou não de um alimento, ela precisa experimenta-lo oito vezes. Se, por exemplo, você detesta abobrinha, pode mascarar seu sabor no meio de uma sopa ou refogá-la com temperos que você gosta... Depois de provar algo de 3 a 5 vezes, você vai começar a pensar: "Isso não é tão ruim como eu achava!".

Outra maneira de introduzir os legumes em sua vida é no formato de chips. Basta cortar abobrinha, abóbora, cenoura ou beterraba em fatias bem finas, como chips e deixar por uns 40 minutos em forno médio, até que fiquem crocantes. Assim você vai se familiarizando com o sabor. Use a criatividade!

4. Não confie no seu nariz!
Muitas vezes, os aromas da comida nos atraem mais do que seu gosto. Então, no caso dos vegetais com mais odor, como o brócolis ou a couve-flor, para torna-los mais palatáveis basta ferve-los ou cozinhar bem para remover compostos sulfurosos (responsáveis pelo cheiro característico destes vegetais). Em seguida, apresente-os de forma diferente: misturados bem picadinhos em uma salada, gratinados ou no recheio de tortas e quiches misturados a outros ingredientes como ricota ou frango desfiado.

5. A aparência é tudo!
Como eu disse lá em cima e repito: a apresentação da refeição é tudo! Se eu fizer uma salada e colocar em uma travessa jogada de qualquer jeito, sem molho e com tudo mal cortado, acho que não despertarei seu seu apetite. Agora, se eu pegar os mesmos ingredientes da salada anterior e colocar no prato de um jeito bonito, com um molho de ervas gostoso e cheiroso, certamente você ficará com mais vontade de comê-la. Capriche na hora de montar sua refeição!

6. Se mesmo assim não der, tente no suco! 
Se nem assim você se adaptar com os nossos queridos vegetais, tente colocar couve ou espinafre no suco, por exemplo. Ou misture a cenoura e a beterraba com a laranja, uma fruta doce que mascara bem o sabor dos outros alimentos. Se não der de jeito nenhum pra consumir verduras e leguminosas nas suas refeições, introduzir esses alimentos em sucos pode ser a solução para aos poucos, acostumar-se com eles e aproveitar um pouco dos benefícios nutricionais que estes podem proporcionar. Não se "martirize", respeite seu tempo, seu corpo, seu paladar, mas tente evoluir um pouco todos os dias e esteja aberto ou aberta. Quando passar por todo o processo vai olhar para trás e sentir orgulho de si mesmo. Sua saúde agradece.