Cultivo e conservação do solo

Fonte: Rodolfo F. Alves Pena em Geografia ambiental 

Existem diversas formas de cultivo na prática da agricultura: plantio direto, rotação de culturas, curvas de nível e afolhamento. Essa diversidade de técnicas existe em razão dos diferentes fins, ora os agricultores priorizam a produtividade, ora priorizam a conservação dos solos. É preciso, pois, conhecer as diferentes formas de conservação do solo propiciadas por cada uma dessas técnicas de cultivo.

O sistema de plantio direto, como o próprio nome sugere, baseia-se em realizar o cultivo diretamente sobre o solo, aproveitando os restos orgânicos da colheita anterior. Tal técnica é considerada agressiva, uma vez que não concede tempo para a reposição dos nutrientes perdidos pelo solo na colheita anterior e demanda o uso de uma quantidade maior de herbicidas.

Já no sistema de rotação de culturas ocorre uma alternância entre os tipos de produtos a serem cultivados. Tal alternância não pode ser realizada aleatoriamente, os produtos a serem cultivados devem possuir certa demanda no mercado e proporcionar recuperações dos nutrientes do solo. É a técnica mais adequada para a manutenção da qualidade das terras ou, pelo menos, para conter as agressões ambientais realizadas pela agricultura.

Outra boa técnica de cultivo do solo é a do terraceamento. Ela consiste em realizar a produção ordenando a plantação em linhas que seguem as diferenças de altitude do solo. Essa técnica é mais adequada para terrenos com declividades (morros, por exemplo) e ajuda a conter o processo de erosão dos solos. Além disso, contribui para a contenção de água, pois, dessa forma, ela escorre mais devagar e tem maior chance de infiltrar na terra. 

Além dessas técnicas, existe ainda o afolhamento, método de plantio que divide o terreno agricultável em duas partes cultivadas e uma em descanso. Essa última parte permanece sem plantio para a recuperação de seus nutrientes durante cerca de dois anos. Depois acontece um revezamento entre as áreas.