ENQUANTO ALEMANHA E ÁUSTRIA, ENTRE OUTROS PAÍSES, QUEREM ACABAR COM DEFENSIVOS AGRÍCOLAS COMO O "GLIFOSATO", INGREDIENTE ATIVO DE HERBICIDA MAIS ONIPRESENTE NO MUNDO, O BRASIL AINDA CONVIVE COM OUTRO TIPO DE PROBLEMA

Ministro da Agricultura, Christian Benger
Ministro da Agricultura, Christian Benger
Chefe da Agricultura no estado, Josef Geisler
Chefe da Agricultura no estado, Josef Geisler

ÁUSTRIA: também quer proibir o Glifosato. O Partido do Povo Austríaco e o Partido da Liberdade da Áustria anunciaram que estão buscando uma proibição nacional do Glifosato.

Sebastian Kurz, chanceler austríaco, afirmou que quer eliminar o Glifosato de todo o país.
Sebastian Kurz, chanceler austríaco, afirmou que quer eliminar o Glifosato de todo o país.

A Áustria está um passo mais perto de proibir o Glifosato a nível nacional. Esperam que o Administrador do Distrito assine o regulamento. Afirmam o Ministro da Agricultura, Christian Benger eo chefe da Agricultura no estado, Josef Geisler.

Organizações ambientalistas estão elogiando o movimento, pois Kurz também afirmou que ele quer orientar a Áustria como a França e a Itália, que também estão testemunhando um movimento para proibir o Glifosato em nível nacional. 

ALEMANHA: colocou 'restrições maciças' para o Glifosato. Julia Kloeckner, Ministra da Agricultura da Alemanha, anunciou em Abril de 2018, que está redigindo um regulamento para suspender o uso de Glifosato no país.

Julia Kloeckner, Ministra da Agricultura da Alemanha
Julia Kloeckner, Ministra da Agricultura da Alemanha

A ministra também planeja definir "restrições maciças" para seu uso na agricultura, com isenções para áreas propensas à erosão e que não podem ser trabalhadas com maquinário pesado.

"Estou planejando um esboço regulatório como primeiro passo na construção de uma estratégia para eliminar o uso de Glifosato", disse Kloeckner.

BRASIL: A qualidade e a segurança dos agrotóxicos são garantidas pelos cuidados na fabricação e pelas avaliações criteriosas no processo de registro, que no Brasil envolve três Ministérios - Agricultura, Saúde e Meio Ambiente. Os agrotóxicos ilegais não têm esses cuidados assegurados e não passam por nenhuma avaliação, portanto, podem causar sérios problemas para a saúde humana, meio ambiente, economia, além de fomentarem o crime organizado.

Os agrotóxicos ilegais representam em torno de 20% do mercado legal do setor no Brasil. Desde 2001 as apreensões de agrotóxicos ilegais, contrabandeados e falsificados, somaram 654 toneladas. (sem os dados de 2017/2018).
A Embrapa organizou uma lista das ocorrências de apreensão de agrotóxicos ilegais amplamente divulgadas na mídia nos últimos anos e determinou a localização geográfica de cada uma das ocorrências. Os resultados desse trabalho estão na publicação "Inteligência territorial no monitoramento da entrada de agrotóxicos ilegais no Brasil", disponível no portal da Embrapa Gestão Territorial.

Foi possível observar que o maior número de apreensões ocorre na fronteira dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul com o Paraguai, em grandes áreas de produção agrícola no estado do Mato Grosso, além de registros esparsos no Oeste da Bahia e nos estados do Pará e do Rio Grande do Sul, espalhando-se por todo país. A forte correspondência com as regiões de fronteira decorre possivelmente do maior movimento de produtos ilegais nessas áreas, combinado com a fiscalização mais intensa.

A publicação da Embrapa traz um mapa com a localização das apreensões de agrotóxicos ilegais e das cidades na fronteira brasileira, bem como os pontos da Polícia Rodoviária na malha rodoviária nacional. É possível observar regiões onde há cidades fronteiriças e poucos postos de fiscalização.

É importante ressaltar que as rotas ilegais de entrada de mercadorias não se restringem às principais rodovias e caminhos clandestinos podem ser usados. Assim, o trabalho também apresenta os pontos da fronteira brasileira onde foram identificados, por meio de imagens de satélite, caminhos de acesso terrestre entre o Brasil e os países vizinhos.

Esse trabalho evidencia as potencialidades de utilização de geotecnologias no monitoramento da entrada de agrotóxicos ilegais no território nacional, identificando as áreas que devem ser objeto de avaliação para a criação ou intensificação de ações de fiscalização.