Oferta de alimentos deve se agravar nos próximos dias, diz CEAGESP

A paralisação de caminhoneiros já comprometeu a oferta de produtos, mas deve se agravar nos próximos dias, caso a situação não se normalize, alerta a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), maior central de abastecimento da América Latina. Os preços de alguns legumes e frutas já subiram no entreposto paulista

Alguns produtores e fornecedores anteciparam as entregas de mercadorias para o final da tarde de domingo (20/5) e, por isso, não houve registro de problemas de abastecimento no início da semana. A partir de agora alguns produtos devem começar a faltar. Segundo a companhia, é provável que os maiores efeitos da greve comecem a aparecer na sexta-feira (25/5). Cerca de 15 mil toneladas de produtos deixaram de ser comercializadas na Ceasa desde a última segunda-feira (21/5), o que representa um prejuízo estimado de até R$ 25 milhões.

Devido aos bloqueios nas rodovias, apenas cerca de 100 caminhões, de um total de 3.500 veículos que circulam diariamente no local, conseguiram chegar à central nesta manhã, o que reduziu drasticamente a oferta de frutas, legumes e hortaliças. Como consequência, os preços de alguns dos principais produtos comercializados no entreposto aumentaram. A batata, por exemplo, que era vendida a R$ 1,40 o kg, nesta quinta-feira chegou a R$ 5,00/kg, em alguns boxes.

Todos os veículos que estão fora de um raio de 100km da Ceasa não estão chegando. Temos muitos casos de perda completa da carga. A previsão é de total desabastecimento de produtos de giro rápido até segunda-feira (28/5), caso a greve continue.

Além da batata, outros produtos de venda rápida são tomate, cebola, alho, melancia, abacaxi e banana. No caso do tomate, por exemplo, mas a oferta caiu cerca de 80%.

Todas as unidades da CEAGESP - tanto da capital como do interior - irão funcionar normalmente nesta sexta-feira (25/5), apesar da greve dos caminhoneiros estar dificultando a entrega e recebimento de mercadorias nos entrepostos, principalmente de produtos que vem de fora do Estado de São Paulo.

Greve dos caminhoneiros afeta abastecimento em supermercados

Os supermercados possuem um estoque médio de produtos não perecíveis, e por enquanto, com relação a esses produtos ainda não estamos com problemas. A preocupação, no momento, está mais nos produtos perecíveis. já recebemos informações dos seguintes estados sobre problemas no abastecimento devido à greve: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Tocantins, Santa Catarina, Paraná, e São Paulo. Mas ainda poderemos receber mais informações de outros.
Em relação aos preços, a ABRAS está buscando sensibilizar o governo federal para que uma solução definitiva seja tomada imediatamente. Evitando, assim, que a população sofra com uma eventual elevação nos preços. Por enquanto, ainda não temos expectativas de perdas e prejuízos.